domingo, 15 de janeiro de 2012

Minhas memórias!

Minhas,Memórias, São Paulo, 1 de dezembro de 2008.

 1 dezembro de 2008-11-30

Eu, Maria de Lourdes Batista, quero contar minha vida, pois  acho que é interessante.
                                                          MINHAS MEMÓRIAS
                                                                             
Tudo começou La pelo começo do século mais ou menos 1910 ou 1914 quando meu avô, resolveu vir para o Brasil,tentar uma vida melhor, incentivado pelos seus compatriotas, veio desbravar novas terras e deixou mulher e filha que era recém nascida, mas a vontade de progredir era mais forte, ele veio de navio e a viajem durava mais ou menos uns 45 dias só vendo  céu e mar tudo bem difícil mas quando se é moço tudo é permitido, os sonhos se misturam com a realidade. Aqui chegando, foi para a casa do imigrante era pra lá que todos iam, já estavam organizados pelos  seus amigos que já moravam aqui, ele logo conheceu, o lugar onde ia trabalhar era uma chácara Vila Clementino, Rua Estado de  Israel, esse nome é recente ela tinha outro nome que eu não sei, era um bairro novo era só mato riachos e as chácaras se multiplicavam, pelos imigrantes, sempre tinha pessoas que vieram antes, eram os poceiros, se apoderavam das terras e davam emprego para os que chegavam de Portugal e eles ficavam agradecidos e assim plantavam com todo amor pela terra, plantavam e vendiam pelo bairro iam fazendo amigas que eram as donas de casa que gostavam das verduras fresquinhas que eles vendiam. Depois de algum tempo já ambientado ele meu avô mandou buscar minha avó e a sua filha Conceição que já tinha quase 2 anos, outra viagem difícil que elas conseguiram fazer.
Depois de alguns dias, longos dias chegaram, pra ficar juntos pra sempre, ai começou outro ciclo, eles eram uma família minha avó teve outros filhos que não vingaram, eles nasciam
mortos, e partos difíceis, minha mãe ficou sendo filha única, cresceu forte  e linda. Eles tinham
la virou filha única, crescia linda  e sempre só já estava uma mocinha quando meu avô conheceu meu pai, meu pai  também veio de Portugal para tentar a vida no Brasil filho de pais que não davam importância aos filhos eram escravos em suas fazendas, isso era uma amargura principalmente para o meu pai.
Nessa época ele estudava em uma aldeia  onde o pai não sabia mas com o decorrer dos estudos ele percebeu que podia ir longe o Brasil, fugido e com dinheiro emprestado, ele veio para o Brasil, conheceu meu avô e como era português tudo se tornou mais fácil. Logo se tornou amigo da família e principalmente da menina Conceição ela não sabia o que era namorar ela só queria brincar mas o pai achou que estava na hora de se casar, e assim aconteceu, se casaram ela só tinha 16 anos, pouco ou nada sabia da vida mas seus pais e que mandavam, e ela obedecia. Ele trabalhava  na companhia de luz vivia viajando pelo interior de São Paulo colocando postes de luz era serviço perigoso mas quando se e jovem tudo parece bom, recém casado e com uma família que o acolhia e uma linda menina como esposa estava tudo.  Bem eles não tinham amor mas a mulher tinha que obedecer o pai ou marido da na mesma, e a vida seguia seu curso, nove meses depois eu nascia era a boneca que minha mãe tinha, ela era tão nova, a mãe e que assumiu, a Lourdes.
 Meu avô veio primeiro e de depois e que mandou buscar minha avó, e a menina Conceição. Chegaram ao Brasil e foram para a chácara que era um lugar simples e bem pobre, assim era a vida das pessoas na quela época. Criaram a menina na casa do imigrante que hoje e um museu  do imigrante.
  Era época da guerra e o leite era escasso, mas tudo se resolveu essa cabra nos deu muita coisa, filhotes leite e alegria eu e minha irmã brincávamos com ela, e quando chovia nos queríamos ficar com os bichinhos eram lindos, o tempo passava, a Deise crescia eu me lembro, que empurrava seu carrinho, lembro que uma vez eu a deixei cair dessa época e só o que lembro. Crescemos na rua das Mangueiras lembro que meu pai, trabalhava na companhia de luz e ficava as vezes dias e dias semanas sem aparecer e nos temíamos que não voltasse, tínhamos medo, tínhamos blecaute e esperávamos o pior, cabeça de criança.Tudo passa na minha cabeça como um fleche. Essa casa da rua das Mangueiras tinha um quintal lindo todo gramado , tínhamos uma vizinha alemã era uma senhora linda tinha olhos azuis  muito claros cabelos bem cortados era uma pessoa bondosa, e fazia biscoitos deliciosos me lembro ate do gosto. Estou tentando lembrar de coisas interessantes, gosto disso, tenho que começar tudo de novo.


São Paulo,24 de Setembro de 20009
Continuando o assunto de ontem, eu estava interessada, em criar um blog, não sei como cria-lo estou na dependência de outros, mas eu vou conseguir conversando com pessoas e logo vou saber. Eu quero logo vou conseguir. Falar com pessoas e ter este computador me deu mais audácia,mais vontade de conhecimento, experimentar o novo, buscar coisas novas e vou a apredendo de devagar mas vou. Passei um dia muito bom, as vezes me lembro dos tempos que eu não tinha expectativas de qualquer progresso de nível intelectual ou mesmo de uma leitura, passava horas trabalhando que nem uma louca, mas eu gostava da minha vida, tinha meu amor tinha a casa cheia, o tempo passava e eu nem via, criei os filhos digo eu e o Toninho, nos fomos heróis, hoje estou bem mas só, tenho filhos bons são meus amigos meus queridos, eu sou abençoada, não me falta nada, sou feliz, e a Mel e um amor,ela preenche os meus dias de ternura de compreensão, é um vivo, que não fala mas faz mais que alguém que tagarelasse o dia todo, peço a Deus que a proteja e tudo de bom.
São Paulo, 27 de Setembro de 2009, hoje domingo acho um dia chato, mas estou com saúde e isso é tudo, agora estou esperando a Rita que vem trazer a Mel, eu curto mas é uma preocupação. Escrevo pra praticar, eu preciso aprender á lidar com, os textos aprender as frases os assuntos, o português e ter pratica com o teclado parece fácil, mas não é. Preciso ler muito, aprender verbos, gramática em geral, eu sei que vou conseguir e escrever mais rápido. Não sei como se faz um blog mas de vagar eu aprendo. Devo escrever meu perfil, minha condição intelectual, mais ou menos a idade, gostos pela vida pela leitura pela musica, pela diversão e pela alegria de viver, quero abrir meu intendimento,para escrever mais, e sensibilidade, para as artes em geral. Me relacionar mais, passear mais ter convívio bom. Quero viajar pro mundo conhecer pessoas diferentes e aprender mais. Isso é bom, ter mais dinheiro, fazer cursos pintar e bordar.Quero aprender. Quero amar muito.

Hoje é dia 20 de julho,terça feira agora 20;36 p.m
 Acabei de tomar banho estou registrando meus pensamentos, falei com GIO, ela me contou suas peripécias do dia contou que comeu comida japonesa foi ver uma casa bem grande, tudo isso ela contou com alegria e disposição. Ela é alegre, disposta e nos amamos muito. Me sinto feliz com um amor tão grande, eu sou privilegiada agradeço a Deus por esse privilegio, ela veio pra fazer feliz seus pais, tios e a mim, que sou á avó mais coruja do mundo. Eu a amo pra eternidade, minha querida GIOVANNA. Amo o LUCAS mas é diferente nos quase não convivemos, isso me doe mas não posso fazer nada,temos entre nos 433 quilômetros nem ele vem me ver e eu vou pouco vê_lo, mas é assim mesmo,amores são diferentes, uns estão em sintonia, outros não, é assim com pais irmãos, tios .

São  Paulo, 5 de dezembro de 2008, 8:45 a.m
Estou tentando me lembrar de coisas do meu passado bem distantes eu tinha uns 3 ou 4 anos, filha de imigrantes portugueses e tudo começou la quando meu avo resolveu vir para tentar a vida no Brasil. Homem simples, pobre mas com o coração cheio de esperança deixando sua família em Portugal  sua filha de meses e a mulher mas ele veio mesmo assim com muita vontade de trabalhar para construir se futuro e de sua família chegou no começo do século logo se juntou a companheiros portugueses. Foi para uma chácara plantar verduras e depois vende-las.
Algum tempo depois ele mandou buscar sua família esposa e filha, e assim continuaram a vida de bastante trabalho e dificuldades minha mãe crescendo e já se tornando uma mocinha, do outro lado meu pai também sacrificado, por um déspota, ele estudava em uma aldeia perto da fazenda. Eles tinham dinheiro mas o pai os sacrificava no trabalho escravo, ai ele ajudado pelo seu professor e com dinheiro emprestado veio para o Brasil.
Com bastante dificuldade, depois de viajar uns 45 dias ou mais de navio ele chegou as terras brasileiras e trazia também, muitos sonhos. Foi trabalhar em uma companhia Inglesa de luz, colocando postes de luz em todo interior de São Paulo, vida difícil um dia ele conheceu meu avô, ele gostou do moço  e o levou pra conhecer sua família, ai conheceu a Conceição, e logo começam a namorar naquele tempo os namoros  eram diferentes ela nos contava  que quando ele ia embora  ela ia brincar. O tempo passou eles se casaram, e logo 9 meses depois eu nasci, meu pai esperava um menino, mas Deus quis que eu viesse, foi alegria  que eu dei pra essa família, não é a mesma alegria que temos hoje mas ficaram todos contentes eu era linda olhos verdes magrela. Era época de guerra, não existia leite e condições para meu crescimento e minha mãe não tinha leite suficiente. Por essa razão, meu avô pensou em comprar uma cabra que veio para nossa casa e, eu comecei a crescer e desenvolver porque o leite de cabra era forte, nutritivo e especial.
Foram meses de muita alegria para meus pais e avós. O tempo passou, eu ia crescendo e minha mãe engravidou de novo, nove meses depois teve a minha irmã a Deise, que também nasceu linda forte e sadia mas na cabeça do meu pai não era um menino. Ai  foi rejeitada não pela mãe mas o pai não ligava muito pra menina, mas fomos criadas pelas mulheres da casa e recebíamos bastante atenção, íamos crescendo e dávamos muitas alegrias a todos. Nessa época as mulheres, minha avó e minha mãe trabalhavam lavando roupa pra alguns Americanos, Alemães e mesmo Portugueses. Eu as via lavando e passando roupa sempre, elas trabalhavam muito para ajudar nas despeças da casa.
Hoje resolvi escrever de novo, só que eu quero fazer um blog e vou fazer de minha maneira. Começo agora eu Maria de Lourdes moradora na cidade de São Paulo há mais de meio século mulher, que viva só mas bastante feliz e vou dizer a que vim. Gostaria de conhecer pessoas, homens ou mulheres que gostariam de bater um papo inteligente, sobre tudo da vida, troca de informação há respeito de livros, CDs, filmes, viagens, companheiros, esportes, espetáculos,  teatros, jantares, lugares pitorescos e até karaoke, para passarmos horas agradáveis.
 Sou bastante agradável simpática e gosto de sorrir de amar, enfim gosto da vida. Estou indo na catedral ortodoxa de São Paulo, acompanho minha neta que vai ser batizada, estou gostando muito. Vou conhecer novas pessoas, isso esta me fazendo bem. A missa é as dez e meia das manhas de domingo existe um ritual bem prolongado, mas as pessoas participam e tudo vai acontecendo descontraído até a cerimônia da comunhão. Eles oferecem pãezinhos bentos, é uma delicia.
Quero acompanhar a Gio até o dia do batismo. Sei que será lindo ver a Giovanna,uma mocinha ser batizada, ela é um encanto linda, boa, gente fina... Hoje falei das minhas espectativas em relação a minha vida.
Gosto disso, quero continuar escrevendo mais e mais até aparecer alguém que me ensine a fazer o meu blog, e este é só o começo.


Oi minha gente estou lembrando do tempo que eu andava de bonde, vila clementino era um bairro, tranquilo não tinha quase carros, nos andávamos de bonde de ônibus e a pé. Esse bairro era cheio de mato de ruas desertas sem asfalto e muito tranquila, parecia um sitio.






Hoje conto pra GIO ela fica espantada com a diferença da vida que se apresenta agora.



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